Nilton Ferreira

O Primeiro E Ultimo Mate

Nilton Ferreira

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Intro C 

Em                             Fm 
Eu sou do tempo em que a infância 
Em                         A7 
Se relegava aos brinquedos 
Am7                      D7 
Na conversa dos adultos, guri não metia o dedo 
C                         Fm 
Obedecia aos mais velhos, fosse qual fosse o senão 
G                               C 
Não tinha vontade própria nem ganhava o chimarrão!" 


C 
Quando fiquei mais taludo, olhava a cuia rodando! 
                                         G 
E o meu avô, velho sábio, ficava me observando 
                   Dm                              G7 
Um dia esquentou a água, cevou a erva e, no embate 
                      F      Fm                  C 
Do seu olhar com meus olhos, serviu meu primeiro mate! 

C 
Agarrei aquela cuia como quem pega um troféu! 
                    Gm    C7                     F 
Ergui meus olhos da terra pra me encantar com o céu! 
                   F    Fm                 C 
Eu devo àquele momento, muito do pouco que sou 
A7                  Dm7         G            C 
E, em cada mate, eu encontro os olhos do meu avô 
A7                Dm7         G7            C 
E, em cada mate, eu encontro os olhos do meu avô! 

          C         F                          C 
Ao passo lerdo das horas, fui, pouco a pouco, crescendo 
                       G                        C 
Enquanto os piás viram homens, há homens envelhecendo 
                    F    Fm                 C 
A vida é que nem o mate, que principia espumando 
A7                D                          G 
Sacia as sedes da alma e, aos poucos, vai se lavando! 
F                  C     Dm    G                   C 
A vida é que nem o mate, aos poucos, vai se lavando! 


( F  Fm  Em  A7  Dm  G  C ) 


Um dia vi que seus olhos já não brilhavam tão forte 
                                             G 
Talvez enxergasse a sombra do manto negro da morte! 
                  Dm                        G7 
No seu derradeiro leito, olhando para o arremate 
                    F        Fm             C 
Eu vi que o velho gaúcho sentia falta de um mate! 

Embora lhe proibissem, tomei pra mim esse encargo 
             Gm         C7                  F 
Se não havia esperança, pra que privá-lo do amargo? 
                         Fm                      C 
Jamais esqueço seus olhos, olhando os meus, sorrateiros 
A7               Dm7      G7                C 
  Cevei o último mate pra quem me deu o primeiro! 
A7               Dm7      G7                C 
  Cevei o último mate pra quem me deu o primeiro! 

                   F                          C 
Ao passo lerdo das horas, fui, pouco a pouco, crescendo 
                       G                   Gm      C 
Enquanto os piás viram homens, há homens envelhecendo 
                     F  Fm                   C 
A vida é que nem o mate, que principia espumando 
A7                 D7                           G 
Sacia as sedes da alma e, aos poucos, vai se lavando! 
F                  C    Dm     G7              C     C7 
A vida é que nem o mate, aos poucos, vai se lavando! 

F                    C     G                   C 
Jamais esqueço seus olhos, olhando os meus, sorrateiros 
F               C   G                        F Fm C 
Cevei o último mate   pra quem me deu o primeiro!

Enviado por: Angela Letra

Corrigido por: sem correções

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