Quarteto Coração de Potro

Bendita

Quarteto Coração de Potro

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G 
Bendita voz da milonga 
 D       Bb       D7/A 
Na boca desta guitarra 
G                                      D7 
Bendita alma que guarda o dialeto dos matos 
G 
O argumento dos pastos 
D7 
E a inquietação das aguadas 
Dm    D       G     G7 
Na Lua santa prateada 
G                          D 
Dos sonhos das noites longas 
G 
Bendita voz da milonga 
D            Bb       D 
Na boca desta guitarra 

G                         D 
Que hoje me abraça com cismas 
Bb                 D7 
De bordonear opinando 
G                               D7 
Galpão grande fogoneando a própria idade do dia 
G 
A sua própria poesia 
D 
Colhida na cor da aurora 
 Dm    D       G       G7/F 
Nos resmungos das esporas 
C                       D 
Na voz dos bastos e estrivos 
G                         D 
E no clarim de algum silvido 
Bb                   D 
Nascido no campo afora 

  G                                   D 
A Lua certa do potro que conhece o maneador 
  G                                     D 
A paciência, o domador, a coragem além do tombo 
   C            Bm     D    G 
Costear maneando redondo, depois o vento e as garra 
   D                 D7        G 
O galope, a boca atada, o fleco, o toso e a crina 
G      C       Bm 
E o sonho do andar da China 
    D                   G 
No rancho a beira da estrada 

Que as vezes ouve a guitarra 
 D          Bb       D 
Milonguear em serenata 
G                  D                  D/F# 
E espia encabulada detrás do véu da janela 
G                        D 
Lá fora canta por ela algum gaucho e seu segredo 
 Dm             G      F           C        D 
Que a noite desfaz o medo e a estrela aponta o amor 
 G                     D 
Que volta em forma de flor 
  Bb                    D 
Na mão da rédea entre os dedos 

 G 
No dia é a lembrança 
  D              Bb    D  G 
Que vai junto nos arreios 
                          D 
Que junto para rodeio no fundo de uma invernada 
G 
E por vezes é a palavra 
 D 
Delicada de um poema 
  Dm       D            G 
Que a noite torna pequena 
C                     D 
Conforme a flor da pitanga 
     G                 D 
Que lembra junto da sanga 
   D   Bb     D7 
Teu beijo e a pele morena 

 G7 
Igual a cor da madeira 
C 
E a alma desta guitarra 
 C 
Que assim abraça enciumada 
  Cm 
Por me encontrar fogoneando 
  Bm 
Voz de campo bordoneando 
 Bm                  Am 
A inquietação das aguadas 
                   D7 
A santa Lua prateada 
D7 
E os sonhos das noites longas 
G 
Bendita voz da milonga 
D7      Bb         D7/A 
Na boca desta guitarra

Enviado por: Terrance Schmitz

Corrigido por: sem correções

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